A máfia das velhinhas

As minhas manhãs estão cronometradas desde que inventei de fazer hidroginástica antes do trabalho. Acontece que às 6h30 é a hora do rush da hidro. A piscina está tão lotada que é difícil não acertar alguém quando o professor manda dar chutes laterais, por exemplo. E tem uma patota de velhinhas que fazem rodinha no meio da piscina pra bater papo. A gente se acotovelando na aula enquanto elas estão lá, balançando placidamente o corpo ao sabor da água numa conversa tão animada que até esquecem o professor, a aula, os exercícios, whatever.

Ok, elas têm o direito de fazerem o get together quando bem entenderem. Mas olha que sacanagem master: antes da aula acabar, as apressadinhas já começam a sair da piscina. Bem no meio do alongamento, a corna aqui tem que ficar dando pulinhos pra lá e pra cá, porque tem velhinhas passando.

Tudo isso sabe por que? Hein? Hein? Sabe de nada, inocente.

Pra chegar antes no chuveiro! E lavam cabelo e tudo.

Daí, lá vai a corna ficar plantada no banheiro esperando vaga no chuveiro. E elas continuam a conversa “inter” box: cada uma no seu, berrando pras outras ouvirem. Tranquilas da vida. Só falta cantarem.

Ó-d-e-o. matadores de velhinha

 

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