O Bolo-bomba

Depois que a diretora mostrou o meu horário desse semestre, e descobri que fui alocada à revelia em mais duas escolas, e terei que trabalhar 4 noites pelo salário de duas, resolvi desistir dessa bagaça. Mas não sem antes dar trabalho pro Sérgio Cabral. Ele já deve estar sentindo o peso da minha ira. Estou super ativa nessa greve do Estado. Todos os dias entro no site do SEPE pra acompanhar as negociações e até fui numa assembleia, numa passeata e numa vigília na ALERJ. Ok, foi tudo no mesmo dia, e a minha vigília só durou até umas 8h da noite, depois fui pra casa ver Amor à Vida. Passei da idade de acampar, nem barraca eu tenho, e o Félix está o máximo.

Um efeito colateral da minha adesão à greve dos professores são as noites livres. Já até me matriculei num curso de inglês, cuja metade da mensalidade é generosamente paga pela minha santa empresa salve salve, o que só me faz odiar mais ainda o Sr. Sérgio Cabral que até hoje só me deu pau no lombo. Mas voltemos ao advento das minhas noites livres. Além do curso de inglês, ainda me sobra tempo pra ver o Félix, como já disse, e pra retomar minhas aventuras culinárias.

Na quarta-feira, remoendo meus pendores terroristar quanto ao Governador do Estado, achei essa receita, que não transcrevo por pura preguiça, mas segue a foto:

IMG_1846

Salivei com essa delícia revolucionária cheia de creme, chocolate, creme,  chocolate… Resolvi pôr mão à obra apesar dos meus sucessivos fracassos no território dos doces. Fiz só meia receita, pra tentar salvar minha cintura, e o problema talvez tenha começado aí. Devo ter errado alguma coisa nos complexos cálculos de dividir tudo ao meio. O meu recheio acabou ficando um mingau ralo.  Pelo menos endureceu depois de ficar na geladeira. Triste foi a cor do bolo. Ficou pálido por causa do chocolate em pó de bosta que eu comprei no Guanabara. Desde que resolvi fazer minhas compras de mês lá pra esticar o meu bolsa família, não encontro mais minhas marcas preferidas. Daí que a cor da massa ficou assim de burro quando foge.

IMG_1843 - Cópia(Foto da revista e foto do meu bolo: expectativa x realidade.)

Então, com esse chocolate em pó peba e um forno que é super alto ou nada, o coitado do bolo  ficou desbotado por dentro e queimado por fora. Daí, eu tive que raspar com a faca pra tirar a camada externa da massa. A pressão desse processo fez vazar o recheio ralo, e eu fiquei enxugando as bordas do bolo na tentativa de estancar o derramamento de recheio. Com tanta coisa dando errado, tratei de compensar na cobertura. Até derreti umas barras do meu chocolate meio amargo de estimação, misturei com o chocolate em pó fuleiro do Guanabara (pra acabar logo porque tenho pena de jogar fora) e com a sobra do recheio ralo. Deu certo. A cobertura está dos deuses e mal se nota que a massa é uma bosta.

Então, fica a dica: não há mal que não se cure com muita cobertura de chocolate. Vou cobrir o Sérgio Cabral de chocolate.

E assim terminamos mais essa odisseia culinária, amiguinhos.

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