Diário da viagem – 04 a 06 de janeiro

Saímos da estrada para Urubici e pegamos um caminho de terra que dava na primeira pousada do caminho. A ideia era fazer uma pesquisa de preços. 800m adiante na última curva do caminho de terra, nos deparamos com isso:

Marido queria dar meia volta dali mesmo:

– Isso deve ser caro! Não é pro nosso bico. Vamos embora.

Mas eu insisti que era SÓ perguntar o preço sem compromisso. Qualquer coisa, a gente dava meia volta e seguia pro centro da cidade. Ok, convenci o tio patinhas, mas ele ficou dentro do carro enquanto eu entrava na pousada. A menina da recepção falou as palavras mágicas:

– Estamos com uma promoção de 50%  de desconto no valor da diária para os dias de semana.

Yes! Ficaríamos só de quarta a sexta-feira mesmo. Aí veio a outra parte da história:

– Estamos lotados, só tem a suíte panorâmica livre.

Então era 50% de desconto, só que no quarto mais caro. Mas ainda assim, era um desconto que não podia ser desprezado. Voltei pro carro e comecei o trabalho de convencimento com o tio patinhas.

–  A gente trabalha pra caramba, temos um monte de empregos, e tudo isso pra quê? Pra ficar mandando filhos pra Inglaterra enquanto economizamos centavos em pousadinhas de Santa Catarina!

Ok, confesso que apelei, mas deu certo. E quando entramos na tal suíte panorâmica, a vista se encarregou do resto. Maridão não reclamou mais.

O única detalhe é que era tudo coral dentro do quarto. O decorador deve gostar de tudo combinandinho, porque a cortina era coral, parede coral, colcha e almofadas coral, tapete coral, abajur coral, tudo coral! Ainda assim, a vista compensava todo o resto. Passei muito tempo plasmada olhando a paisagem e os insetos que batiam na parede de vidro.

Urubici foi um bálsamo. Não tirei fotinhos de tudo o que vi porque esqueci a máquina na pousada, mas foi até melhor. Esse negócio de ficar se preocupando em fotografar corta um pouco o barato das coisas, eu acho.

Decidimos ir embora pela serra do Corvo Branco, porque corta caminho até Gravatal, e a serra em si também era uma atração a ser vista. No caminho pra serra, fizemos um desvio pra ir ver a pedra  furada, que fica no ponto mais alto habitado do país. Na verdade, é habitado porque tem o Cindacta II lá em cima. O dia estava claro e quente, mas lá o vento era muito forte e gelado. minhas mãos ficaram dormentes só de segurar a máquina pra fazer as fotos. E eu ficava de pé precariamente, porque o frio era tão cortante que eu me dobrava ao meio.

Esse é o Cindacta II.

E essa é a Pedra Furada, localizada na montanha ao lado.

Depois veio a famigerada descida da serra do Corvo Branco. Marido já estava reclamando da estradinha de terra que pegamos pra chegar lá, e não queria descer a serra. Mas quando chegamos no começo da famosa descida, tinha um outro casal de Celta que ia descer também. Aí virou questão de honra. Se eles podem, a gente também pode. E lá fomos nós atrás do celtinha.

E essa aqui embaixo foi a última curva civilizada, com calçamento, acostamento e guard rail. Daí por diante, foi uma pirambeira sinistra. Uma descida muito íngreme, muito estreita, de chão batido, lama e pedras, com curvas de 180° muito fechadas e com alguns trechos sem nenhuma proteção para o penhasco. Achei que íamos rolar ribanceira abaixo. Maridão estava bufando de raiva, e eu parei de tirar fotos. Parei de respirar também.

Dramas à parte, foi a parte mais linda da viagem até agora. Depois disso, pegamos uma estradinha de terra por mais 30km, passando por vários pequenos vilarejos cheios daquelas casinhas de madeira com muitas flores na frente e hortas no quintal.

Próxima parada: Termas de Gravatal.

Obs: A pousada em Urubici era essa.

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