O fabuloso mundo dos leilões residenciais

Junte uma pessoa deslumbrada e uma simples revistinha d’O Globo cuja matéria da capa é o leilão de Dona Lily Marinho. Tire 4 ou 5 dígitos do preço das peças. Foi assim que surgiram quase todos os itens da minha casa.

O ano era 2009.  Fiquei fascinada com o Leilão que Lily Marinho faria com suas jóias, fazendas e obras de arte para facilitar a partilha de seus bens quando morresse. Mulher chique e pragmática. Não é todo mundo que consegue esse nível de desapego. Mas o fato é que as pessoas morrem, né minha gente. E o que se faz com tudo aquilo que elas passaram a vida acumulando? Pois é, foi assim que visitei uma infinidade de casas e apartamentos lindíssimos, e pude conhecer esses universos particulares postos à venda, ou melhor, postos em leilão.

Considerando-se que sou antes de tudo uma brecholeira, não tive nenhuma dificuldade em aplicar o princípio das minhas roupas aos móveis. Muito pelo contrário. Fiquei feliz como pinto no lixo. Se garimpar roupas usadas tem um prazer todo especial para mim, imagina poder fazer isso com a casa inteira?! O paraíso deve ser um brechó bem grande.

Mas, voltando ao mundo dos mortais, a matéria citava outros leilões com cifras bem mais modestas. Fui à caça desses leiloeiros e acabei descobrindo uma agenda agitada com leilões residenciais todos os meses, vários. E os leilões facilmente entraram na minha rotina. Vira e mexe estou citando algum leilão. Já consegui pechinchas incríveis, coisas por até 10 reais. Aliás, eu vi com esses olhos que Deus me deu, uma enciclopédia britânica completinha indo embora por 10 reais; uma cama de solteiro com colchão por 20 reais! Dá até um desespero não ter espaço em casa pra sair comprando tudo. Pois bem, vamos ao inventário dos bens arrematados.

A mesa de jantar extensível para dez lugares, em madeira maciça com pés torneados e tampo marchetado, saiu por 320 reais, dá pra acreditar? E as cadeiras, todas trabalhadas também em madeira, arrematei por 360 pilas. Não é uma não, são as seis, meu povo! Agora vá ver o preço de uma cadeira na Tock&Stock…

O sofá de 3 lugares saiu por 220 reais, e as duas poltronas por 240. As duas juntas, não é cada uma não. A mesa de centro foi cem pratas. Dois criados mudos por cem reais também, os dois juntos, tipo 50 reais cada, sacou? Tudo em madeira, sempre. Os lustres ficaram todos abaixo dos 150 reais, tá bom pra você?

Nessa onda, comprei todos os quadros a óleo, e a maioria das gravuras; a maioria dos enfeites, dos abajures, até os pratos, copos, pirex, descansos para talheres, descansos para copos, as toalhas de mesa, tudo de leilão. Uma jarra de suco com 11 copos em cristal na cor âmbar: 30 pratas. E eu disse ONZE copos, hein! Menos de 3 reais por item… de cristal… tô quase chorando de emoção.

Agora morra de gratidão porque vou deixar aqui o link de todos esses leiloeiros que fazem parte da minha vida. Só não vou poder deixar o melhor de todos, que era o da Galeria Gioconda, mega barateira, porque fechou.

http://www.raulbarbosa.lel.br/arte.htm

http://www.alphavillegalartes.com.br/leilao.htm

http://www.mozartleiloeiro.com.br/

http://www.antonioferreira.lel.br/catalogo.htm

http://www.levyleiloeiro.com.br/catalogo.asp

Marido, se você estivesse em leilão, eu te arrematava.

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3 Respostas para “O fabuloso mundo dos leilões residenciais

  1. Nossa, que beleza… mas como é que faz? Tem que dar lance mesmo, ou é estilo “família vende tudo”? Confesso q não entendi muito bem o processo, hahaha

    Beijos!

  2. Pingback: Leilão | Confissões A Esmo

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