O meu lado negro da força

Uma pausa na minha pacata vidinha fashionista, pra falar de um assunto azedo, amargo, triste, deplorável e vergonhoso.

Sim minha gente, eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas eu estou… eu estou…….. peraí, que é difícil……………………… dando aula no Estado do Rio de Janeiro!

–         Mas como pode uma professora do Estado com roupas de marca e casa na zona sul?

 Calma gente, não vendo o meu corpo, não. É que durante o dia, eu trabalho numa empresa com salário de verdade, pra ter uma vidinha de gente (isso sem contar o maridão, claro).

–         Então, pra quê ir fazer trabalho voluntário pro Sérgio Cabral, criatura?

 O problema é que eu gosto de dinheiro e inventei de me formar em Sociologia! Dá pra entender uma coisa dessas? Tem gente que olha pra trás procurando o famoso “onde foi que eu errei”. Pois bem, no meu caso, a resposta está lá, piscando em negrito neon brilhante com purpurina.

 A adolescente rebelde queria ler O Capital inteirinho, pra poder ficar tirando onda de intelectual  por aí. Me ferrei. Não li O Capital inteirinho, saí da faculdade de Sociologia mais liberal do que socialista, e ainda por cima fui parar no Estado! Desgraça pouca é bobagem… rs

 Eu podia ter feito Sociologia pelo prazer de saber e só. Aliás, devia ter feito uma faculdade pra ganhar dinheiro antes, e aí sim, Sociologia por hobby, como metade da minha turma. Mas não, fui direto pra Sociologia, e depois, ainda inventei de querer dar um sentido pro danado do diploma. Haja murro em ponta de faca. E assim, entrou o Estado na minha vida. Sem vaselina nem nada. Ui.

 Dar aula até que é uma coisa legal. Ver a carinha do aluno tendo um lampejo de compreensão da matéria não tem preço. E aula de Sociologia, melhor ainda! Eu ensino com prazer, tenho tezão na matéria. De verdade.

 –         O que é que tá pegando, afinal?

 Tá pegando é que prazer não enche barriga. E no que depender do Estado, eu viro faquir. Então, acabo assim, com um emprego que eu gosto, mas que não gosta de mim, e outro que me sustenta super bem, mas que é um pooooooooooooooooooorre.

 E o que dói é ver que qualquer dia desses, eu me encho das sacanagens do Sérgio Cabral e chuto justamente o trabalho que eu gosto, porque na minha escala de prioridades, o dinheiro vem antes.

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3 Respostas para “O meu lado negro da força

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